Independente da denominação partidário de quem sai ou de quem entra a questão é que sempre queremos melhoras e não retrocessos. Quem se contenta com a estagnação ou com o agravamento da política pública, quer seja por inconsciência política ou por interesse de favorecimento próprio, pode, inescrupulosamente, ser chamado de LOUCO.
Últimas postagens Acompanhe nossas postagens abaixo
POLÍTICA, PARA QUÊ? – Platão e a política sofocrática | Por Ivan Carlos
Postado por QuijingueNEWS
às 21:14
contém 2 comentários
POLÍTICA, PARA QUÊ?, por Ivan carlos
Postado por QuijingueNEWS
às 05:31
contém 11 comentários
Há algum tempo fui convidado pelo Profº Ginvaldo para contribuir com este blog. A sugestão era que escrevesse livremente sobre algum tema que considerasse pertinente para uma formação pessoal e coletiva, dos que, eventualmente, acessam o blog. Sendo assim, penso ser conveniente seguir a própria identidade do mesmo – a dimensão política. Evidentemente, para se falar do contexto político atual, analisando de forma crítica a “política” municipal, estadual e nacional, se faz necessário compreendermos o que é a POLÍTICA? Por que ela existe? De onde vem? Qual a sua forma inicial? Como se configurou da forma que a conhecemos hoje? Por isso, quero propor a você LEITOR, uma série; uma espécie de episódios do processo percorrido pela política até chegarmos ao momento presente. É claro que, só os que realmente se interessam pelo assunto o acompanharão fidedignamente, contudo, prometo àquele que o fizer irá se tornará bem mais crítico, politicamente falando. Mas, a proposta é abrirmos nossa mente, cheia de “PRÉ-CONCEITOS”, formados ao longo da nossa vida, que nos impede de vermos a política como ela realmente é. Você entenderá o que digo já nesse primeiro ensaio.
O termo POLÍTICA,
assim como sua prática, remete a tempos remotos. Ele advém da Grécia Antiga e
surge concomitantemente à FILOSOFIA, daí a ideia de que quem teria inventado a
política seriam os gregos, de modo muito particular, os filósofos gregos. Isso
porque o termo se relaciona e/ou deriva de outro termo: PÓLIS, que significa CIDADE. De onde procede a terminologia
Cidades-Estados gregas, ou seja, Pólis gregas. Sendo assim, por uma questão
lógica, o morador dessa Pólis (Cidade) seria o Politikós (Cidadão). Ora,
se todo cidadão é um politikós e esse termo gerou o conceito POLÍTICO, logo, todos nós somos os
verdadeiros políticos das cidades onde moramos, não necessariamente e
exclusivamente aquele indivíduo dito “privilegiado” que usa um terno e uma
gravata e senta num gabinete ou preside algum cargo público. Precisamos dar uma
guinada na nossa forma de compreender a prática política, assim como seus
resultados na sociedade. Quando dizemos que político são esses indivíduos
supracitados e nos isentamos alegando: “eu não gosto de política” ou “eu não me
envolvo com política” ou “política é para os corruptos”, nos tornamos,
desculpem-me a definição, semelhante a um rebanho de gado que pode e é levado
de lá para cá sem ao menos questionar qual o caminho que trilhamos.
Os gregos não somente inventaram a política,
como também a DEMOCRACIA –
etimologicamente significado como: demós,
povo e Kratós, poder ou governo.
Portanto, a democracia indica, inevitavelmente, um poder ou governo do povo. E
como isso acontecia na Grécia Antiga? Os gregos se reuniam, sempre que
necessário, em um lugar propício, que hoje usamos para coisas completamente
contrárias, a chamada Ágora, isto é,
a Praça Pública. Aí eles discutiam de
forma democrática, livre, argumentativa, pública as necessidades da Pólis (Cidade), fazendo assim com que
todos os Politikós (Cidadãos) se envolvam diretamente no
desenvolvimento social. Este tipo de governo era chamada de Democracia Direta, pois permitia que
todos interagissem DIRETAMENTE na política.
Hoje, com as profundas transformações
ocorridas ao longo da história – o que veremos a cada capítulo dessa série
“Política, para quê?” – a democracia direta passa a ser democracia REPRESENTATIVA, onde escolhemos alguém
para nos representar nessa “ágora” que é a política brasileira, hoje restrita a
recintos fechados e cada vez mais anti-democráticos, pois pouco podemos
participar e quando podemos, ideologicamente encontram um modo de nos ludibriar
e podar inconstitucionalmente nosso direito de intervir na política municipal,
estadual ou nacional. Como isso de fato acontece discutiremos mais a frente nos
próximos capítulos.
A questão levantada nesse primeiro momento é:
se somos os politikós (cidadãos), por que perdemos essa identidade e essa
prática atualmente? Por que achamos que já exercemos a chamada “cidadania” –
ideologicamente trabalhada nas nossas consciências como um direito de todos –
ao computarmos nosso voto? Será que não
estamos mais distantes do que nunca do verdadeiro sentido da prática política,
com todas as suas adjacências?
No próximo ensaio, retomaremos essa temática
e refletiremos sobre as especificidades dos papéis de um cidadão e de um
servidor público (político) escolhido pelo povo para administrar em nome seu
nome as coisas públicas e
fundamentaremos a importância da política inteligente a partir do pensamento do
grande filósofo Platão. Não deixe de ler e comentar, pois é na dialética que
chegamos a um discurso comum.
Texto de Ivan
Carlos Reis de Oliveira



