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Loja que vendeu eletroeletrônicos à prefeitura foi aberta há cinco anos, mas emitiu as primeiras notas fiscais somente agora

Depósito abandonado: local onde
deveria funcionar a loja que a prefeitura
comprou eletroeletrônicos
De acordo com informações colhidas junto ao site da Receita Federal, a empresa Carlos José Jesus dos Santos Moveis e Eletro-ME, contratada pela prefeitura de Quijingue através da modalidade Carta-Convite para distribuir eletroeletrônicos às escolas municipais e para o setor de merenda escolar do município, formalizou a sua inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ, em 13/11/2008, ou seja, a Loja contratada pela prefeitura está registrada na Receita Federal do Brasil há pelo menos cinco anos.

No entanto, apesar de existir por todo esse período, obervando a sequência das numerações das notas fiscais, emitidas à prefeitura com a venda dos eletroeletrônicos, leva-nos a supor que, este foi o primeiro grande negócio realizado pela empresa, isto é, as primeiras vendas (pelo menos com emissão de notas fiscais).

Pois, de acordo com os dados dos processos de pagamento da Prefeitura, levantados junto ao TCM, no mês de setembro, a loja emitiu 02 notas fiscais para a prefeitura: a primeira, de número 001, valor de R$ 3.850,00, empenho 1511; e, a segunda, de número 002, valor de R$ 17.230,00, empenho 1512. Ainda não tivemos acesso aos processos de pagamento dos meses seguintes. Mas, pelo valor do contrato (R$ 75.437,00), tudo indica que a prefeitura deva ter efetuado outros pagamentos nos meses posteriores.

Como mostramos em matéria anterior, a referida loja não foi encontrada no endereço constante nas notas fiscais e nos dados da Receita Federal. No local havia um depósito abandonado. Moradores da cidade de Tucano (cidade onde deveria existir a loja), disseram que desconheciam a loja de móveis e eletrodomésticos Avenida Móveis e Eletromésticos (nome fantasia), na cidade.

Ou seja, a prefeitura de Quijingue convidou uma empresa para participar de uma licitação de quase R$ 80 mil reais, sendo que esta nunca tinha antes emitido uma nota fiscal (isso se considerarmos as Notas Fiscais nºs 001 e 002 como as primeiras). Assim, não se sabe em que a prefeitura se baseou para considerar a dita loja competente para participar de uma licitação.  

E mais. Se a prefeitura convidou à empresa para participar da licitação, ela, no mínimo, deve possuir o endereço de correspondência utilizado na emissão da Carta-Convite que celebrou na contratação. Outra: se a prefeitura e as escolas receberam esses eletroeletrônicos, estas (as escolas e a prefeitura) devem possuir as notas e os recibos que comprovam a entrega destes equipamentos assinados pelos responsáveis durante o recebimento. Assim, a prefeitura e as escolas possuem informações que poderão esclarecer os fatos.

Para cumprir o princípio da transparência na utilização dos recursos públicos, a prefeitura deveria vir a público e esclarecer: divulgar o endereço de correspondência e toda a documentação que comprove a lisura do processo. Divulgando a partir do processo licitatório desde quando se iniciou até o recebimento dos equipamentos. Saber o que comprou, como comprou, por que comprou, a quem comprou, por que escolheu a quem comprou, se recebeu, quando recebeu, quem recebeu, aonde recebeu. São questões que todo cidadão que paga seus impostos em dias, que escolheram seus administrados para gerenciar os recursos públicos (que são de todos e administrados por uns poucos) tem o direito de saber.

2 comentários:

  1. Inclusive o vereador Reginaldo disse que ja esteve la. é so ele dizer onde fica, ou ir la tirar as fotos e trazer e mostrar na camara. vamos reginaldo faça isso ao inves de querer impedir a investigação

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  2. Não sei porque tanto medo dessa CPI a ponto de quererem intervir na realização da mesma, eu sempre escutei um velho ditado que diz "quem não deve, não teme". Então, o ideal seria que a CPI pudesse acontecer, para provar de uma vez por todas se existe falcatrua por trás disso ou se foi um grande equívoco. Repito, quem não deve, não teme.

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