“Se não há representante
político local que insista e exija a tal estrada, que façamos nós mesmos,
diretamente!”
“Fazermos um movimento
ordeiro, mas combativo e resolvido, no sentido de bloquearmos, nos dois
sentidos, a BR-116, nas proximidades do entroncamento, exigindo do Governo do
Estado uma reconstrução decente, e que seja duradoura, da Rodovia BA-381.”
Não é de hoje que
assistimos, patéticos e inertes, aos descasos que nos são dispensados pelo
Governo Estadual, que, sem atitude para nos entregar uma estrada que de fato
resolva a questão do isolamento e esquecimento a que temos sido sempre
submetidos, continua a nos tratar com parcimônia, cinismo e, quiçá, hostilidade.
Quijingue vive num
isolamento que é histórico, e, ao que se vislumbra, parece não ter fim.
Hoje, depois de mais de meio século de emancipação, ainda reclamamos pela primeira via que nos levam para a civilização, mas, a bem dizer, já devíamos estar por reclamar por outras, como uma via que deveria ligar Quijingue à Santaluz, ao Monte Santo, e, ao Cansanção.
Não é à toa que nas Faculdades de Economia da Bahia os professores se referem à nossa região sertaneja com a humilhante pecha de “Vazio Econômico”, e nós, povo do sertão, temos aceitado com parcimônia e servilismo.
Obviamente, em
razão da falta de olhos diretos do poder público estadual para a nossa região,
devíamos contar com a reação dos representantes políticos locais e regionais,
mas nem estes têm-se revelado atentos e verdadeiramente preocupados com o
bem-estar de seus cidadãos, pois, em situações como estas, que se repetem
constantemente, não são capazes de tomarem medidas, ainda que formais, com
vistas a sanar esses males que insistem em nos perseguir. Esperávamos que as
autoridades locais: Prefeitos, Câmaras de Vereadores, elaborassem e enviassem
aos diversos órgãos do governo estadual, como DERBA, secretaria estadual de
infraestrutura e transportes, casa civil e o próprio governador do estado,
ofícios e requerimentos fundamentados, exigindo que uma medida definitiva seja
tomada em respeito aos cerca de trinta mil baianos que moram para além da
mencionada estrada, contanto que há moradores de municípios vizinhos que seriam
beneficiados por uma estrada decente, como alguns povoados e Euclides da Cunha,
Monte Santo e Cansanção e Nordestina.
No caso de Quijingue, que é o que nos interessa de uma maneira mais direta, gostaríamos de saber se o Poder Público Municipal já enviou ofícios e requerimentos aos mencionados órgãos estaduais responsáveis pela estrada. Em sendo afirmativa a resposta, se os órgãos estaduais já se manifestaram. Na ausência de manifestação ou sendo esta negativa, se foram reiteradas as comunicações insistindo na solicitação.
Sugerimos, inclusive, na hipótese de o Poder Público Municipal haver tomado tais medidas formais, que as exiba por este canal de comunicação de massa, a fim de que o povo tenha consciência do que acontece nos bastidores da política.
Entretanto, em não havendo respostas pelos políticos, sejam eles deputados (líderes regionais) ou prefeitos e vereadores (líderes locais), é mais que passada a hora de ficarmos com os braços cruzados esperando por atitudes de bastidores: é momento mais que oportuno para nos unirmos, numa só voz – a voz de um povo cansado de ser passado pra traz -, e, no que diz respeito à única estrada que nos liga ao mundo, fazermos um movimento ordeiro, mas combativo e resolvido, no sentido de bloquearmos, nos dois sentidos, a BR-116, nas proximidades do entroncamento, exigindo do Governo do Estado uma reconstrução decente, e que seja duradoura, da Rodovia BA-381.
Se não há representante político local que insista e exija a tal estrada, que façamos nós mesmos, diretamente!
Já imaginaram o congestionamento monstruoso que seria provocado na BR-116 pelo seu bloqueio de algumas horas do dia?
Já pensaram como a imprensa noticiaria tal fato?
Será que, com tal medida, o Governo estadual continuaria inerte?
E tal medida se justifica pela própria Constituição, Lei Maior do País, que garante o direito de ir e vir e defende e visa a preservar o princípio da Dignidade da Pessoa Humana.
Vamos movimentar esta ideia e darmos, nós mesmos, a nossa dose de contribuição para conquistas que aproveitam a todos nós?
Se exigimos atitudes de quem nos representam, devemos também ajudar aos nossos representantes, engrossando o coro de pedidos, solicitações e exigências que nos são de direito.
Por vezes, são necessárias medidas extremadas, a fim de que sejamos ouvidos e vistos!!
Então, vamos à luta!!
Vamos nos movimentar!!
O momento exige esta medida!!
Autor:
Enaldo Brito




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